O TEA (transtorno do Espectro Autista) afeta o sistema nervoso. O alcance e a gravidade dos sintomas podem variar amplamente. Os sintomas mais comuns incluem dificuldade de comunicação, dificuldade com interações sociais, interesses obsessivos e comportamentos repetitivos. O critério de diagnóstico se baseia na funcionalidade, ou seja, na capacidade de um indivíduo realizar atividades simples.
- Baixa funcionalidade: mal interagem. Em geral, vivem repetindo movimentos e apresentam retardo mental, o que exige tratamento pela vida toda.
- Média funcionalidade: são os autistas clássicos. Têm dificuldade de se comunicar, não olham nos olhos dos outros e repetem comportamentos.
- Alta funcionalidade: também chamados de aspies(Aspeger), têm os mesmos prejuízos, mas em grau leve. Conseguem estudar, trabalhar, formar família.
- Síndrome de savant: cerca de 10% pertencem a essa categoria marcada por déficits psicológicos. Porém, são detentores de uma memória extraordinária.
5 passos para o Diagnóstico do Autismo
Uma
das medidas mais importantes na observação das crianças é interpretar como vai o desenvolvimento e o comportamento dela no cotidiano. Conseguir detectar cedo problemas em ambos é importante para que no futuro a vida
afetiva, social e escolar da criança desenvolva se naturalmente.O TEA (Transtornos
do Espectro Autista) não se define como muitos acham em forma física, sinais na pele ou no rosto da criança
e não aparece em exames de imagem ou de sangue.O Autismo não tem “cara”.
São indicados Cinco passos para se chegar ao diagnóstico adequado:
1) Entrevista detalhada com os pais/cuidadores
Colher
informações sobre o comportamento social e como se comunica
socialmente a criança, além de verificar se ela apresenta atitudes
e intenções repetitivas e fora do contexto, é essencial! Nessa
entrevista, é importante que quem a conduz conheça os sinais
e os aspectos clínicos mais sugestivos. Muitas vezes, os pais não
sabem relatar direito ou não se lembram ou ainda querem verificar
mais. Neste caso, acione os passos 2 e 3.
2) Reunir fotos e vídeos
Muitas
vezes, na entrevista, as informações são frágeis e pouco
definidas. Neste caso, pode-se investigar observando diretamente a
criança por meio de vídeos e fotos em plena atividade compartilhada
com os amiguinhos ou com a família; ou o profissional pode também
visitar a escola para ver a criança diretamente em ambiente social e
lúdico.
3) Depoimentos de profissionais e escolas
A
visão e a análise de profissionais que lidam com crianças podem
ser decisivos para um maior e mais amplo esclarecimento acerca de seu
comportamento. Devido ao maior preparo profissional e por estarem
isentos emocionalmente, tais relatos podem ser cruciais e definir com
mais certeza a suspeita. Além disto, a comparação silenciosa e
sistemática com outras crianças no ambiente em tempo real dá maior
clareza ao se perceberem as diferenças entre a criança observada e
as demais.
4) Uso de escalas de avaliação
O
uso de escalas de avaliações confiáveis e desenvolvidas a partir
de muitas pesquisas e sistematizações são úteis, pois dão maior
objetividade à observação e nos faz lembrar do que deve ser
perguntado e observado sem correr risco de esquecer detalhes ou se
perder durante a entrevista. Além disso, ajudam a demarcar melhor os
sintomas mais severos e que precisam de maior intervenção. Quem
avalia ou trabalha com estas crianças, deve conhecer pelo menos as
escalas de triagem, como o ATA (Escala de Traços Autísticos) ou o
M-CHAT (Modified-Checklist Autism in Toddlers), ambas já traduzidas
para nossa língua.
5) Dados de história familiar
Verificar
se na família existem casos de Autismo ou
de outros transtornos de desenvolvimento ou neuropsiquiátricos, pois
está consolidada na literatura científica a evidência de que
existem estreitas associações entre estas condições. As idades
materna e paterna acima de 40 anos também se correlacionam com risco
maior de ter filhos com TEA.
Além disto, neste histórico, pode-se também averiguar suas
condições de parto, peso ao nascer e se houveram problemas
significativos naquele momento, como prematuridade e baixo peso.
Esses cinco passos encontram se no site:https://neurosaber.com.br/5-passos-para-o-diagnostico-do-autismo/
Esses cinco passos encontram se no site:https://neurosaber.com.br/5-passos-para-o-diagnostico-do-autismo/
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