quinta-feira, 23 de maio de 2019

Profissionais Necessários


Uma equipe multidisciplinar, que envolve psiquiatra, psicólogo, neuropsicólogo, fonoaudiólogo, neurologista, neuropediatra,fisioterapeuta,terapeuta ocupacional são os profissionais aptos a fazer o diagnóstico do TEA.

quinta-feira, 16 de maio de 2019

O que é o Autismo explicado numa linguagem simples!




                      
                                          Vídeo fofo explicando o que é Autismo

quarta-feira, 15 de maio de 2019

Mitos E Verdades sobre o Autismo

Autismo só acontece em meninos.
MITO.O autismo tem maior incidência em meninos, porém pode ocorrer em meninas também. Há uma proporção de que o TEA aconteça quatro vezes mais em crianças do sexo masculino com relação ao sexo feminino.

O autista tem inteligência acima da média.
MITO.Assim como em crianças neuro tipicas ,as crianças autistas apresentam diferentes características e habilidades.Não se pode generalizar,pois é fato que dentro da sociedade, existe uma parcela de pessoas que tem um intelecto acima da média, mostrando habilidades maiores especialmente para a ciência, música, matemática por exemplo.

O Autismo tem uma única causa.
Há um consenso entre os especialistas de que o Transtorno do Espectro Autista está na grande maioria dos casos, relacionado à genética (90%), enquanto os 10% restantes estão ligados a fatores do ambiente.Esses dados dão a ideia de que o transtorno pode ser transmitido dos pais para o filho ou por mutações espontâneas que acontecem no momento da divisão celular. Por isso, se uma família já tem um autista, a chance vir a ter outro com TEA é grande.

A criança com autismo não pode praticar esporte.
MITO. Ao contrário, recomenda se que todas as crianças, inclusive as que estão dentro do TEA(Transtorno do Espectro Autista), pratiquem atividade física regularmente.E para o Autista a atividade é de suma importância,pois através delas o autista será auxiliado com suas dificuldades na coordenação motora,funções cognitivas,atenção,equilíbrio e interação social.

Os autistas também gostam de carinho?
VERDADE.Todo mundo gosta de carinho ,inclusive os autistas. O que deve se compreender é que o Autista por vezes entende o contato físico como algo não agradável,desconfortável,mas não quer dizer que ele não queira receber,basta ter paciência e insistência no afeto, pois autistas precisam se sentir acolhidos, amados e seguros.

A criança autista grita por falta de educação?
MITO. Esta ai um mito generalizado e comum as pessoas pensarem, sendo até desrespeitoso com a família e com o próprio autista. É agir com ignorância e de certa forma maldade falar que gritos e esperneio de um autista sejam falta de educação do mesmo.Pois aqui entra a empatia de se por no lugar do outro e entender que há medo e dificuldade na forma de se expressar do autista que em situações que fogem ao seu ambiente controlável entra em desespero e reage assim.

Autismo  está vinculado na forma de criação da criança?
MITO. É pura ignorância afirmar que a criança tornou-se autista por falta de amor da família ou por estar inserida num ambiente hostil. O autismo é uma alteração no desenvolvimento do cérebro que se dá durante a gestação e não tem relação com o mundo externo. É um distúrbio neurológico como qualquer outro, que pode acontecer em qualquer família.

Os autistas não desenvolvem laços afetivos?
MITO. Assim como todas as pessoas, os autistas gostam, amam e sentem carinho pelos outros sim. Porém,eles não sabem como demonstrar esses sentimentos. Há um bloqueio na forma de comunicação e isso faz com que os autistas tenham dificuldade para se expressarem e demonstrarem carinho .Então as pessoas ao redor deles é que devem aprender a sentir este afeto que se dá de uma forma mais contida pelo autista.

Os sintomas do autismo podem ser amenizados?
VERDADE.O autismo é um transtorno  e há um conjunto de tratamentos que, quando conciliados, conseguem oferecer uma melhora dos sintomas. Esse tratamento é individualizado, e deve se entender que as diferentes pessoas respondem de forma particular a cada terapia. O tratamento dá enfase a análises comportamentais, terapias com animais, treinamento de linguagem, dietas, fisioterapia e, em alguns casos, medicamentos. A ideia é que todos esses métodos acabem se complementando e assim favoreçam o desenvolvimento da integração e socialização do autista.

Autistas precisam viver em ambiente especial?
MITO. Foi se o tempo em se acreditava que as crianças autistas deveriam ser matriculadas em escolas especiais ou, em alguns casos até internadas. Nesta época havia uma mentalidade de que uma instituição especializada conhecia a melhor forma de cuidado para o autista. Essa era uma atitude errônea,pois o que a criança realmente precisa é do afeto e compreensão de quem está ao seu redor.É fato de Médicos e terapeutas auxiliam no processo, mas não são a parte principal.O Principal sempre vai ser o amor,aceitação dos familiares.

Nem toda criança autista é agressiva?
VERDADE. É errado associar o autismo à conduta agressiva sempre. Pois assim como as crianças neuro tipicas,  as crianças neuro diversas/atípicas se sentem frustadas,com medo,confusas e tem comportamentos inadequados as vezes. E em ambos os casos, estes comportamentos inadequados podem ser controlados e reeducados através de paciência ,amor e exemplo do que é certo ou errado.

Todo autista tem talentos fora do comum?
MITO.Muitas pessoas ainda insistem na ideia que uma pessoa autista é sempre superdotada. Nem toda criança autista,adulto autista é um gênio da matemática ,ciência,etc.. Na realidade, apenas 10% dos autistas possui algum “talento extraordinário”, assim como as crianças não autistas

Autismo é doença.
MITO.Autismo não é doença. É um conjunto de características que afeta o desenvolvimento do indivíduo no âmbito comportamental, dificultando sua capacidade de interação social e adaptação ao meio em que vive.

Diagnóstico Inicial


O TEA (transtorno do Espectro Autista) afeta o sistema nervoso. O alcance e a gravidade dos sintomas podem variar amplamente. Os sintomas mais comuns incluem dificuldade de comunicação, dificuldade com interações sociais, interesses obsessivos e comportamentos repetitivos. O critério de diagnóstico se baseia na funcionalidade, ou seja, na capacidade de um indivíduo realizar atividades simples.
  • Baixa funcionalidade: mal interagem. Em geral, vivem repetindo movimentos e apresentam retardo mental, o que exige tratamento pela vida toda.
  • Média funcionalidade: são os autistas clássicos. Têm dificuldade de se comunicar, não olham nos olhos dos outros e repetem comportamentos.
  • Alta funcionalidade: também chamados de aspies(Aspeger), têm os mesmos prejuízos, mas em grau leve. Conseguem estudar, trabalhar, formar família.
  • Síndrome de savant: cerca de 10% pertencem a essa categoria marcada por déficits psicológicos. Porém, são detentores de uma memória extraordinária.

5 passos para o Diagnóstico do Autismo


Uma das medidas mais importantes na observação das crianças é interpretar como vai o desenvolvimento e o comportamento dela no cotidiano. Conseguir detectar cedo problemas em ambos é importante para que no futuro a vida afetiva, social e escolar da criança desenvolva se naturalmente.O TEA (Transtornos do Espectro Autista) não se define como muitos acham em forma física, sinais na pele ou no rosto da criança e não aparece em exames de imagem ou de sangue.O Autismo não tem “cara”.

 São indicados Cinco passos para se chegar ao diagnóstico adequado:

1) Entrevista detalhada com os pais/cuidadores

Colher informações sobre o comportamento social e como se comunica socialmente a criança, além de verificar se ela apresenta atitudes e intenções repetitivas e fora do contexto, é essencial! Nessa entrevista, é importante que quem a conduz conheça os sinais e os aspectos clínicos mais sugestivos. Muitas vezes, os pais não sabem relatar direito ou não se lembram ou ainda querem verificar mais. Neste caso, acione os passos 2 e 3.

2) Reunir fotos e vídeos

Muitas vezes, na entrevista, as informações são frágeis e pouco definidas. Neste caso, pode-se investigar observando diretamente a criança por meio de vídeos e fotos em plena atividade compartilhada com os amiguinhos ou com a família; ou o profissional pode também visitar a escola para ver a criança diretamente em ambiente social e lúdico.

3) Depoimentos de profissionais e escolas

A visão e a análise de profissionais que lidam com crianças podem ser decisivos para um maior e mais amplo esclarecimento acerca de seu comportamento. Devido ao maior preparo profissional e por estarem isentos emocionalmente, tais relatos podem ser cruciais e definir com mais certeza a suspeita. Além disto, a comparação silenciosa e sistemática com outras crianças no ambiente em tempo real dá maior clareza ao se perceberem as diferenças entre a criança observada e as demais.

4) Uso de escalas de avaliação

O uso de escalas de avaliações confiáveis e desenvolvidas a partir de muitas pesquisas e sistematizações são úteis, pois dão maior objetividade à observação e nos faz lembrar do que deve ser perguntado e observado sem correr risco de esquecer detalhes ou se perder durante a entrevista. Além disso, ajudam a demarcar melhor os sintomas mais severos e que precisam de maior intervenção. Quem avalia ou trabalha com estas crianças, deve conhecer pelo menos as escalas de triagem, como o ATA (Escala de Traços Autísticos) ou o M-CHAT (Modified-Checklist Autism in Toddlers), ambas já traduzidas para nossa língua.

5) Dados de história familiar

Verificar se na família existem  casos de Autismo ou de outros transtornos de desenvolvimento ou neuropsiquiátricos, pois está consolidada na literatura científica a evidência de que existem estreitas associações entre estas condições. As idades materna e paterna acima de 40 anos também se correlacionam com risco maior de ter filhos com TEA. Além disto, neste histórico, pode-se também averiguar suas condições de parto, peso ao nascer e se houveram problemas significativos naquele momento, como prematuridade e baixo peso.

Esses cinco passos encontram se no site:https://neurosaber.com.br/5-passos-para-o-diagnostico-do-autismo/

Dia 2 de Abril, dia Mundial da Conscientização sobre Autismo

       Esta data procura ajudar na conscientização da população mundial sobre o Autismo,  que é um transtorno no desenvolvimento do cérebro ...